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Constituído por um Advogado; um Consultor Jurídico; um Consultor de Empresas; um Rececionista e um Relações Públicas. A VALSERVICE® dispõe de inúmeros serviços de apoio ao cidadão. Auxiliamos na resolução de todas as questões relacionadas com a administração pública, recursos humanos, consultoria, serviço jurídico, jornal online, energias, telecomunicações e imobiliária.

🟢 Se tem cidadania estrangeira e quer viver e trabalhar em Portugal vai precisar de se inscrever nas Finanças e na Segur...
24/08/2026

🟢 Se tem cidadania estrangeira e quer viver e trabalhar em Portugal vai precisar de se inscrever nas Finanças e na Segurança Social.

A inscrição nas Finanças atribui um Número de Identif**ação Fiscal (NIF), que lhe permite trabalhar, abrir uma conta bancária ou cumprir as obrigações fiscais em Portugal.

A inscrição na Segurança Social atribui um Número de Identif**ação da Segurança Social (NISS), que permite aceder a direitos, como apoios e subsídios, e cumprir deveres relativos a contribuições.

Para mais informações, contacte-nos.

📍 𝗡𝗮 𝘂𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝘀𝗮̃𝗼 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗺 𝗰𝗮𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼?Embora os dois regimes estejam cada vez mais equiparad...
21/08/2026

📍 𝗡𝗮 𝘂𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝘀𝗮̃𝗼 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗺 𝗰𝗮𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼?

Embora os dois regimes estejam cada vez mais equiparados, ainda existem diferenças em questões como paternidade, separação ou morte.

O número de pessoas que vivem em união de facto tem vindo a aumentar nos últimos anos. De acordo com os Censos de 2021, há mais de um milhão de pessoas unidas de facto em Portugal. Apesar de a população casada ultrapassar os quatro milhões de pessoas, os números mostram uma tendência de crescimento nas uniões de facto e de recuo nos casamentos.
Desde 2001, o número de pessoas unidas de facto quase triplicou. Em sentido contrário, há menos um milhão de pessoas casadas.
A verdade é que a lei tem vindo a aproximar cada vez mais os dois regimes ao nível de direitos, embora ainda existam diferenças.

𝑸͟𝒖͟𝒂͟𝒊͟𝒔͟ 𝒐͟𝒔͟ 𝒅͟𝒊͟𝒓͟𝒆͟𝒊͟𝒕͟𝒐͟𝒔͟ 𝒅͟𝒂͟𝒔͟ 𝒑͟𝒆͟𝒔͟𝒔͟𝒐͟𝒂͟𝒔͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒖͟𝒏͟𝒊͟𝒂̃𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒇͟𝒂͟𝒄͟𝒕͟𝒐͟?

A lei de proteção das uniões de facto estabelece que as pessoas têm direito à proteção da casa de morada de família, bem como a beneficiar do mesmo regime aplicável a pessoas casadas em termos de férias, feriados, faltas e licenças.

Além disso, podem fazer o IRS em conjunto (como as pessoas casadas) e têm direito ao subsídio de morte e pensão de sobrevivência se um dos membros do casal falecer. Neste último caso, as entidades responsáveis pelo pagamento podem exigir provas que atestem a existência da união de facto há pelo menos dois anos.

Por fim, as pessoas unidas de facto têm ainda direito à pensão de preço de sangue e por serviços relevantes prestados ao país, quando tal se aplique.

𝑸͟𝒖͟𝒂͟𝒊͟𝒔͟ 𝒂͟𝒔͟ 𝒅͟𝒊͟𝒇͟𝒆͟𝒓͟𝒆͟𝒏͟𝒄̧𝒂͟𝒔͟ 𝒏͟𝒂͟ 𝒑͟𝒂͟𝒕͟𝒆͟𝒓͟𝒏͟𝒊͟𝒅͟𝒂͟𝒅͟𝒆͟?

No casamento, o reconhecimento do pai é automático, mas na união de facto este tem de ser feito de forma voluntária. Se tal não acontecer, há lugar a uma investigação da paternidade. Ainda assim, esta pode ser facilitada pelo facto de se assumir que o pai é a pessoa que vivia com a mãe à data da conceção.

𝑨͟𝒔͟ 𝒑͟𝒆͟𝒔͟𝒔͟𝒐͟𝒂͟𝒔͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒖͟𝒏͟𝒊͟𝒂̃𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒇͟𝒂͟𝒄͟𝒕͟𝒐͟ 𝒑͟𝒐͟𝒅͟𝒆͟𝒎͟ 𝒂͟𝒅͟𝒐͟𝒕͟𝒂͟𝒓͟?

Sim, desde que estejam a viver em união de facto há mais de quatro anos e tenham ambas mais de 25 anos.
É possível obter a nacionalidade portuguesa?

Sim. Neste capítulo, os unidos de facto têm os mesmos direitos das pessoas casadas, sendo possível pedir a nacionalidade portuguesa se a união tiver mais de três anos.

𝑸͟𝒖͟𝒂͟𝒊͟𝒔͟ 𝒐͟𝒔͟ 𝒅͟𝒊͟𝒓͟𝒆͟𝒊͟𝒕͟𝒐͟𝒔͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒄͟𝒂͟𝒔͟𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒔͟𝒆͟𝒑͟𝒂͟𝒓͟𝒂͟𝒄̧𝒂̃𝒐͟?

Ao contrário do casamento, não existe regime de bens na união de facto. Assim, em caso de separação, os bens são divididos de acordo com as regras da compropriedade ou do enriquecimento sem causa.

No primeiro caso, considera-se que os unidos de facto são proprietários de um bem na mesma proporção em que tiverem contribuído para a compra. No segundo, determina-se que quem tiver enriquecido sem justif**ação à custa do outro terá de devolver aquilo que obteve. É o que acontece, por exemplo, quando se compra algo com o dinheiro da outra pessoa.

Pode também ser feito um contrato de coabitação, no qual se estabeleça de que forma é que os bens serão divididos caso a união de facto termine.

Na falta de acordo em relação à casa, a decisão cabe ao tribunal. Este irá ter em conta as necessidades de cada uma das pessoas e o interesse dos filhos.

𝑶͟ 𝒒͟𝒖͟𝒆͟ 𝒂͟𝒄͟𝒐͟𝒏͟𝒕͟𝒆͟𝒄͟𝒆͟ 𝒂̀ 𝒄͟𝒂͟𝒔͟𝒂͟ 𝒆͟𝒎͟ 𝒄͟𝒂͟𝒔͟𝒐͟ 𝒅͟𝒆͟ 𝒎͟𝒐͟𝒓͟𝒕͟𝒆͟?

Se um dos elementos do casal morrer e for o proprietário da casa, a outra pessoa pode continuar a viver lá desde que não tenha casa própria no mesmo concelho onde residia em união de facto (nos casos de Lisboa e Porto consideram-se também os concelhos limítrofes).

Assumindo que o membro sobrevivo não tem outra habitação, pode continuar a viver naquela por cinco anos. No entanto, se a união de facto tiver durado mais do que cinco anos, a pessoa pode f**a na casa por um período igual ao da duração da união.

Em todo o caso, o tribunal pode aumentar estes prazos se o membro sobrevivo tiver prestado cuidados de saúde ao que faleceu ou se estiver em situação de carência.

Quando o prazo termina, pode f**ar na casa como arrendatário. Além disso, tem direito de preferência caso o imóvel seja posto à venda.

De resto, os membros de uma união de facto não são herdeiros legítimos um do outro. Assim, se quiserem deixar uma parte da herança à outra pessoa, devem fazer um testamento.

Para mais informações contacte-nos.

📌 𝗨𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼: 𝗖𝗮𝗿𝗮𝘁𝗲𝗿𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀, 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀A união de facto é caracterizada pela relação existente ...
20/08/2026

📌 𝗨𝗻𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼: 𝗖𝗮𝗿𝗮𝘁𝗲𝗿𝗶́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀, 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀

A união de facto é caracterizada pela relação existente entre duas pessoas que vivem como se fossem casadas, sem o ser.
A união de facto é uma relação familiar porque, à semelhança do que acontece na comunhão matrimonial, existe: a comunhão de leito, mesa e de habitação.

𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗇͟𝖽͟𝗈͟ 𝖾́ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟ 𝖾͟𝗑͟𝗂͟𝗌͟𝗍͟𝖾͟ 𝗎͟𝗆͟𝖺͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖺̃𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈͟ 𝗃͟𝗎͟𝗋͟𝗂͟𝖽͟𝗂͟𝖼͟𝖺͟𝗆͟𝖾͟𝗇͟𝗍͟𝖾͟ 𝗋͟𝖾͟𝗅͟𝖾͟𝗏͟𝖺͟𝗇͟𝗍͟𝖾͟?

Em primeiro lugar, como referido acima, é necessário que haja uma comunhão de leito, de mesa e de habitação, que muitas vezes o legislador considera como sendo “viver em condições análogas às dos cônjuges".

- A comunhão de leito signif**a que a união de facto tem uma componente sexual que corresponde àquilo que no casamento traduz o “débito conjugal".

- A comunhão de mesa signif**a que há uma partilha de despesas, podendo haver também uma partilha de receitas. Contudo, basta que se partilhem as despesas inerentes à vida quotidiana.

- A comunhão de habitação signif**a que devem residir na mesma casa, a menos que haja uma razão atendível que não descaracterize a comunhão de habitação.

𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗇͟𝗍͟𝗈͟ 𝗍͟𝖾͟𝗆͟𝗉͟𝗈͟ 𝗍͟𝖾͟𝗆͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖽͟𝗎͟𝗋͟𝖺͟𝗋͟ 𝖺͟ 𝖼͟𝗈͟𝗆͟𝗎͟𝗇͟𝗁͟𝖺̃𝗈͟, 𝗉͟𝖺͟𝗋͟𝖺͟ 𝗌͟𝖾͟ 𝖼͟𝗈͟𝗇͟𝗌͟𝗂͟𝖽͟𝖾͟𝗋͟𝖺͟𝗋͟ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟ 𝖾͟𝗑͟𝗂͟𝗌͟𝗍͟𝖾͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖺̃𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈͟?

De acordo com o art. 1.º/2 da Lei 7/2001, de 11 de maio, tem de durar no mínimo dois anos para que produza efeitos jurídicos. Esta duração mínima exigida serve como um sinal de estabilidade.

𝖤͟𝖿͟𝖾͟𝗂͟𝗍͟𝗈͟𝗌͟ 𝗉͟𝖾͟𝗌͟𝗌͟𝗈͟𝖺͟𝗂͟𝗌͟ 𝖽͟𝖺͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖺̃𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈

- A união de facto não gera um compromisso jurídico entre os companheiros;

- Não assumem deveres pessoais específicos, nomeadamente os deveres conjugais previstos no artigo 1672.º do CC, de fidelidade, de coabitação (fazem-no voluntariamente), de cooperação, de assistência. Não obstante, existe o dever de respeito entre a generalidade das pessoas e que poder ter uma particularidade dada a convivência dos unidos de facto. Porém, não é um dever especial da união de facto, mas sim um dever geral que conexiona todos os membros de uma comunidade;

- Não há efeitos quanto ao nome;

- Possibilidade de adquirir a nacionalidade portuguesa (art. 3.º/3 da Lei da Nacionalidade);

- Possibilidade de adoção conjunta, quando a união de facto dure há pelo menos quatro anos (art. 1979.º/1 do CC);

- Vigência de uma presunção de paternidade que funciona no âmbito da ação de investigação da paternidade (art. 1871.º/1, al. c) do CC).

Refere-se ainda relativamente à presunção de paternidade, regulada no Artigo 1826.º do Código Civil, que indica que “presume-se que o filho nascido ou concebido na constância do matrimónio tem como pai o marido da mãe” que, nas situações dos unidos de facto, esta norma não se poderá aplicar por analogia.

𝖱͟𝖾͟𝗌͟𝗉͟𝗈͟𝗇͟𝗌͟𝖺͟𝖻͟𝗂͟𝗅͟𝗂͟𝖽͟𝖺͟𝖽͟𝖾͟𝗌͟ 𝗉͟𝖺͟𝗋͟𝖾͟𝗇͟𝗍͟𝖺͟𝗂͟𝗌͟ 𝗇͟𝗈͟𝗌͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖽͟𝗈͟𝗌͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈

De acordo com o artigo 1911.º do CC, o legislador determina que se aplica o regime de casamento ao exercício das responsabilidades parentais de filho de duas pessoas que vivam em união de facto. Em suma, signif**a isto que, enquanto a união de facto dura, o regime aplicável é o da vigência do casamento, e quando cessa a união de facto aplica-se o regime previsto para a cessação do casamento (art. 1905.º e ss do CC).

𝖣͟𝗂͟𝗋͟𝖾͟𝗂͟𝗍͟𝗈͟𝗌͟ 𝗅͟𝖺͟𝖻͟𝗈͟𝗋͟𝖺͟𝗂͟𝗌͟ 𝖽͟𝗈͟𝗌͟ 𝗎͟𝗇͟𝗂͟𝖽͟𝗈͟𝗌͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝖼͟𝗍͟𝗈

Quando os companheiros trabalhem na mesma empresa, podem marcar férias no mesmo período, como os casados, salvo se causar um prejuízo para a empresa (art. 241.º/7 do Código de Trabalho)

Quanto ao regime de faltas, existe a possibilidade de faltar justif**adamente em certos casos para prestar assistência ao unido de facto (art. 252.º do Código de Trabalho e art. 134.º/2, al. i) e 3 da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas).

Para mais informações contacte-nos.

🟤 𝗘𝗺 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹, 𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗮𝘃𝗼́𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗰𝗮𝘀𝗮𝘀 “𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲” 𝗮𝗼𝘀 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗼𝘂 𝗻𝗲𝘁𝗼𝘀Na hora de vender um imóvel, em ...
19/08/2026

🟤 𝗘𝗺 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹, 𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗮𝘃𝗼́𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗰𝗮𝘀𝗮𝘀 “𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲” 𝗮𝗼𝘀 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗼𝘂 𝗻𝗲𝘁𝗼𝘀

Na hora de vender um imóvel, em vez de colocar a casa no mercado, um proprietário pode decidir fazer negócio com um familiar. Nomeadamente, pode decidir vender a casa a um filho ou a um neto. Mas esta situação, tal como acontece por vezes com a gestão das heranças, pode gerar conflitos e até desgostos no seio dos agregados. Além disso, pode correr-se o risco de desrespeitar o que está previsto na lei sobre a venda de imóveis a filhos ou netos.
Para ajudar a evitar chatices ou mesmo problemas mais sérios, explicamos agora, com fundamento legal, como se deve proceder neste tipo de transações imobiliárias.

Desde cedo, a lei e o ordenamento jurídico perceberam que o negócio de venda de bens imóveis de pais e avós para filhos e netos merecia uma especial atenção, não só pelo fato de se tornar uma problemática atual na vida das famílias portuguesas, mas também pelo fato de este negócio muitas das vezes ter como principal objetivo fugir à legalidade.

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐢𝐳 𝐚 𝐥𝐞𝐢 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚 𝐯𝐞𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐛𝐞𝐧𝐬 𝐢𝐦𝐨́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐚𝐯𝐨́𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐞 𝐧𝐞𝐭𝐨𝐬?

Esta matéria está prevista no artigo 877.º do Código Civil Português que prescreve no seu n.º 1 que "os pais e avós não podem vender a filhos ou netos, se os outros filhos ou netos não consentirem na venda; o consentimento dos descendentes, quando não possa ser prestado ou seja recusado, é suscetível de suprimento judicial".

Este artigo diz-nos que a venda de bens imóveis de pais para filhos e avós para netos carece do consentimento dos outros filhos e netos, e que, na falta deste consentimento quer por incapacidade ou mesmo por recusa, os interessados poderão recorrer ao Tribunal e este por sua vez, usará a sua autoridade para prover esta falta de consentimento.
𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗅͟ 𝗌͟𝖾͟𝗋͟𝖺́͟ 𝖺͟ 𝗋͟𝖺͟𝗓͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝗌͟𝖾͟𝗋͟ 𝖽͟𝖾͟𝗌͟𝗍͟𝖾͟ 𝖺͟𝗋͟𝗍͟𝗂͟𝗀͟𝗈͟ 𝗌͟𝗈͟𝖻͟𝗋͟𝖾͟ 𝖺͟ 𝗏͟𝖾͟𝗇͟𝖽͟𝖺͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝗂͟𝗆͟𝗈́͟𝗏͟𝖾͟𝗂͟𝗌͟ 𝖺͟ 𝖽͟𝖾͟𝗌͟𝖼͟𝖾͟𝗇͟𝖽͟𝖾͟𝗇͟𝗍͟𝖾͟𝗌͟?

No fundo o que a lei aqui pretende é proteger a expetativa dos demais filhos e/ou netos em situações em que estes se encontram em desvantagem face a qualquer tipo de favoritismo. E isto é assim porque por força do disposto no artigo 287.º do Código Civil só têm legitimidade para arguir a anulabilidade as pessoas em cujo interesse a lei estabelece, e no caso da venda a um dos filhos, a legitimidade para a ação assiste aos filhos ou netos cujo consentimento 𝗇͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝖿͟𝗈͟𝗂͟ 𝗈͟𝖻͟𝗍͟𝗂͟𝖽͟𝗈͟, 𝗇͟𝗈͟𝗌͟ 𝗍͟𝖾͟𝗋͟𝗆͟𝗈͟𝗌͟ 𝖽͟𝗈͟ 𝖺͟𝗋͟𝗍͟𝗂͟𝗀͟𝗈͟ 𝟪͟𝟩͟𝟩͟.º͟, 𝗇͟.º͟ 𝟤͟ 𝖽͟𝗈͟ 𝖢͟𝗈́͟𝖽͟𝗂͟𝗀͟𝗈͟ 𝖢͟𝗂͟𝗏͟𝗂͟𝗅͟.

A outra razão de ser deste artigo deve-se ao fato de a lei tentar evitar ao máximo as vendas simuladas em prejuízo das legítimas dos filhos/ou netos nos casos em que se entende que a simulação seria mais difícil de provar, considerando-se como tal a venda de pais e avós para filhos ou netos.
͟ ͟ 𝖰͟𝗎͟𝖺͟𝗅͟ 𝗈͟ 𝗉͟𝗋͟𝖺͟𝗓͟𝗈͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝖺͟𝗇͟𝗎͟𝗅͟𝖺͟𝖼̧͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝖽͟𝖺͟ 𝗏͟𝖾͟𝗇͟𝖽͟𝖺͟ 𝖽͟𝖾͟ 𝗂͟𝗆͟𝗈́͟𝗏͟𝖾͟𝗂͟𝗌͟ 𝖺͟ 𝖿͟𝗂͟𝗅͟𝗁͟𝗈͟𝗌͟ 𝗈͟𝗎͟ 𝗇͟𝖾͟𝗍͟𝗈͟𝗌͟?

De acordo com o n.º 2 do artigo 877.º do Código Civil esta ação de anulação pode ser proposta dentro do prazo de um ano a contar do conhecimento da celebração do contrato ou do termo de incapacidade, se estivermos perante pessoa incapaz.
͟ 𝖮͟ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟ 𝖽͟𝖾͟𝗏͟𝖾͟ 𝖿͟𝖺͟𝗓͟𝖾͟𝗋͟ 𝗊͟𝗎͟𝖾͟𝗆͟ 𝖾͟𝗌͟𝗍͟𝗂͟𝗏͟𝖾͟𝗋͟ 𝖾͟𝗆͟ 𝗎͟𝗆͟𝖺͟ 𝗌͟𝗂͟𝗍͟𝗎͟𝖺͟𝖼̧͟𝖺̃͟𝗈͟ 𝗂͟𝖽͟𝖾̂͟𝗇͟𝗍͟𝗂͟𝖼͟𝖺͟?

Como vimos a lei proíbe o ascendente de vender, não porque a venda em si seja contrária ao interesse público ou a qualquer outro interesse, mas porque se receia que, em vez de vender, este esteja a fazer uma doação em vida. Ora, sendo assim, a lei exige uma fiscalização prévia, tendo em vista garantir que a venda não é simulada.

“Por isso aconselha-se, contate o seu solicitador ou advogado e exponha a sua situação a fim de ter um acompanhamento mais pormenorizado”.

Para mais informações, contate-nos.

➡️ 𝑫𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏𝒊𝒃𝒊𝒍𝒊𝒛𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊𝒄̧𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒖𝒕𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒖́𝒃𝒍𝒊𝒄𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒕𝒓𝒂𝒕𝒂𝒓 𝒕𝒐𝒅𝒐 𝒐 𝒕𝒊𝒑𝒐 𝒅𝒆 𝒅𝒐𝒄𝒖𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐A VALSERVICE foi criada a p...
18/08/2026

➡️ 𝑫𝒊𝒔𝒑𝒐𝒏𝒊𝒃𝒊𝒍𝒊𝒛𝒂𝒎𝒐𝒔 𝒔𝒆𝒓𝒗𝒊𝒄̧𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒖𝒕𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒖́𝒃𝒍𝒊𝒄𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒕𝒓𝒂𝒕𝒂𝒓 𝒕𝒐𝒅𝒐 𝒐 𝒕𝒊𝒑𝒐 𝒅𝒆 𝒅𝒐𝒄𝒖𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐

A VALSERVICE foi criada a pensar no cidadão e coloca a seu dispor uma panóplia de serviços, evite filas e tempos de esperas desnecessários através dos nossos serviços.

Contacte-nos e fique a par de todos os nossos serviços.

✅ 𝙋𝙧𝙚𝙘𝙞𝙨𝙖 𝙙𝙤 𝘾𝙚𝙧𝙩𝙞𝙛𝙞𝙘𝙖𝙙𝙤 𝙙𝙤 𝙍𝙚𝙜𝙞𝙨𝙩𝙤 𝘾𝙧𝙞𝙢𝙞𝙣𝙖𝙡?O Registo Criminal de pessoas contém informação sobre os antecedentes crimi...
17/08/2026

✅ 𝙋𝙧𝙚𝙘𝙞𝙨𝙖 𝙙𝙤 𝘾𝙚𝙧𝙩𝙞𝙛𝙞𝙘𝙖𝙙𝙤 𝙙𝙤 𝙍𝙚𝙜𝙞𝙨𝙩𝙤 𝘾𝙧𝙞𝙢𝙞𝙣𝙖𝙡?

O Registo Criminal de pessoas contém informação sobre os antecedentes criminais de pessoas com mais de 16 anos.

Pode pedir o certif**ado para si ou para outra pessoa (neste caso a pessoa titular do pedido terá de ter mais de 18 anos).

O Certif**ado de Registo Criminal, também conhecido por Registo Criminal de pessoas singulares, tem a validade de 90 dias a contar da data de emissão.

Contacte-nos para mais informações.

⚖️ 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬-𝐯𝐚𝐥𝐢𝐚𝐬 𝐬𝐞 𝐟𝐨𝐫 𝐫𝐞𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨 𝐨𝐮 𝐭𝐢𝐯𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝟔𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬Milhares de portugueses vendem a sua habitação...
14/08/2026

⚖️ 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬-𝐯𝐚𝐥𝐢𝐚𝐬 𝐬𝐞 𝐟𝐨𝐫 𝐫𝐞𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐝𝐨 𝐨𝐮 𝐭𝐢𝐯𝐞𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝟔𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬

Milhares de portugueses vendem a sua habitação própria e permanente e acabam por ter de entregar dezenas (ou até centenas) de milhares de euros ao Estado em mais-valias. O que poucos sabem é que, se forem reformados ou tiverem mais de 65 anos, há uma forma totalmente legal de f**ar isento desse imposto.

Explicamos como funciona esta alternativa e quais as condições: tem de aplicar o valor da venda (ou parte dele) num fundo de pensões, seguro de vida financeiro ou produto equivalente com prestações regulares, no prazo máximo de seis meses após a venda.

Com esta opção, pode transformar o valor da venda numa renda mensal vitalícia e, ao mesmo tempo, evitar pagar mais-valias, o que pode signif**ar poupanças de dezenas de milhares de euros.

𝐌𝐚𝐢𝐬-𝐯𝐚𝐥𝐢𝐚𝐬: 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐚̃𝐨 𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐚̃𝐨 𝐭𝐫𝐢𝐛𝐮𝐭𝐚𝐝𝐚𝐬?

A mais-valia de um imóvel é em outras palavras o lucro obtido na sua venda, isto é, a diferença entre o valor de aquisição e o valor da venda, ajustado com algumas despesas obrigatórias.

Deste lucro apenas 50% é tributável em IRS. O imposto sobre as mais-valias varia consoante a taxa de IRS aplicável ao rendimento global do contribuinte, podendo ter um impacto signif**ativo no valor líquido da transação.

Determinadas despesas associadas à venda podem ser abatidas para reduzir o montante sujeito a tributação, como os custos de escritura, registos e comissões pagas à imobiliária. Além disso, se o imóvel vendido tiver sido adquirido antes de 1989, está automaticamente isento de mais-valias, uma regra que protege patrimónios adquiridos antes da implementação do atual Código do IRS.

No caso de vendedores com mais de 65 anos, existe um regime especial capaz de garantir a isenção de imposto, desde que os fundos resultantes da venda sejam aplicados em produtos financeiros específicos. Este benefício fiscal pode ser uma vantagem importante para quem deseja vender um imóvel sem perder uma parte signif**ativa do valor em impostos.

𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐟𝐮𝐧𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚 𝐚 𝐢𝐬𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬-𝐯𝐚𝐥𝐢𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝟔𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬?

A isenção de mais-valias +65 é aplicada quando o valor obtido com a venda do imóvel é usado para reinvestimento em produto financeiro destinado a garantir uma maior estabilidade financeira durante a reforma. A isenção de mais-valias para pessoas com 65 anos ou mais se aplica quando o montante obtido com a venda do imóvel é reinvestido num produto financeiro destinado a garantir estabilidade financeira na reforma. Segundo a legislação em vigor, os vendedores que aplicarem o valor da venda num PPR (Plano Poupança Reforma) ou num seguro financeiro que garanta uma prestação periódica podem tirar partido deste benefício fiscal.

Para que a isenção seja válida, o reinvestimento deve ser realizado nos seis meses seguintes à venda e declarado na entrega do IRS, referente ao ano da transação. Se o montante total da venda for investido conforme as regras estabelecidas, o contribuinte passa a estar isento do pagamento de imposto sobre as mais-valias, resultando numa transação imobiliária com maior rentabilidade.

Além disso, é importante garantir que o PPR ou outro produto financeiro escolhido cumpre os critérios estabelecidos pela Autoridade Tributária. Caso o montante não seja aplicado na totalidade, a isenção será proporcional apenas ao valor de facto investido. Se o seu plano é vender um imóvel, mas pretende evitar o pagamento de mais-valias, esta pode ser uma excelente estratégia para preservar o capital e aumentar a sua segurança financeira na reforma.

Com uma abordagem transparente e focada nas necessidades dos clientes, a VALSERVICE auxilia na definição da melhor estratégia de venda, maximizando o valor da transação e garantindo que todas as exigências legais são cumpridas.

A nossa equipa está preparada para oferecer um serviço personalizado, assegurando que a sua transação decorre sem complicações e com o máximo de rentabilidade.

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13/08/2026

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12/08/2026

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🟢𝗖𝗼𝗺𝗼 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗵𝗲𝗿 𝗼 𝗰𝗮𝗯𝗲𝗰̧𝗮-𝗱𝗲-𝗰𝗮𝘀𝗮𝗹? 𝗣𝗼𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗰𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗴𝗼?O cabeça-de-casal é a pessoa responsável pela administração da h...
11/08/2026

🟢𝗖𝗼𝗺𝗼 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗵𝗲𝗿 𝗼 𝗰𝗮𝗯𝗲𝗰̧𝗮-𝗱𝗲-𝗰𝗮𝘀𝗮𝗹? 𝗣𝗼𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗰𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗴𝗼?

O cabeça-de-casal é a pessoa responsável pela administração da herança até à partilha dos bens. A sua designação encontra-se regulada no artigo 2080.º do Código Civil, que estabelece uma ordem preferencial para a sua nomeação.

A escolha do cabeça-de-casal obedece a uma hierarquia legal, salvo se os herdeiros acordarem em sentido diverso. O cargo defere-se pela ordem seguinte:

𝗮) ao cônjuge sobrevivo, não separado judicialmente de pessoas e bens, se for herdeiro ou tiver meação nos bens do casal;
𝗯) ao testamenteiro, salvo declaração do testador em contrário;
𝗰) aos parentes que sejam herdeiros legais;
𝗱) aos herdeiros testamentários.

De entre os parentes que sejam herdeiros legais, prefere-se os mais próximos em grau. E de entre os herdeiros legais do mesmo grau de parentesco, ou de entre os herdeiros testamentários, prefere-se os que viviam com o falecido há pelo menos um ano à data da morte. Sendo que, em igualdade de circunstâncias, prefere-se o herdeiro mais velho.

Na ausência de acordo entre os herdeiros, o tribunal pode intervir para designar o cabeça-de-casal, tendo em conta o interesse da boa administração da herança.

𝑄͟𝑢͟𝑎͟𝑛͟𝑡͟𝑜͟ ͟𝑎̀͟ ͟𝑞͟𝑢͟𝑒͟𝑠͟𝑡͟𝑎̃͟𝑜͟ ͟𝑠͟𝑒͟ ͟𝑒́͟ ͟𝑝͟𝑜͟𝑠͟𝑠͟𝜄́͟𝑣͟𝑒͟𝑙͟ ͟𝑟͟𝑒͟𝑐͟𝑢͟𝑠͟𝑎͟𝑟͟ ͟𝑜͟ ͟𝑐͟𝑎͟𝑟͟𝑔͟𝑜͟,͟ ͟𝑎͟ ͟𝑟͟𝑒͟𝑠͟𝑝͟𝑜͟𝑠͟𝑡͟𝑎͟ ͟𝑒́͟ ͟𝑠͟𝑖͟𝑚, é possível recusar o cargo de cabeça-de-casal. Assim, nos termos do artigo 2085.º do Código Civil, a recusa pode ser fundamentada pelas seguintes razões:

- Se tiver mais de setenta anos de idade;
- Se estiver impossibilitado, por doença, de exercer convenientemente as funções;
- Se o exercício das funções de cabeça-de-casal for incompatível com o desempenho de cargo público que exerça.

A recusa deve ser comunicada ao tribunal, ou ao notário responsável pelo processo de inventário, que então designará outro cabeça-de-casal, respeitando a ordem legal ou o consenso dos interessados.

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Rua Horta Da Fonte N°13
Valpaços
5430-452

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