08/30/2024
Histórias da minha aldeia.
Na minha aldeia se formou
Uma censura sem igual
Pois se quiser saber notícias
Nem precisa ler o jornal.
Nos largo das camionetas
Mesmo em frente ao mini mercado
Vá lá pedir informações
Se quer andar bem informado
O largo das camionetas
É local muito controlado
Vá lá e poderá velos
A andar por todo o lado
Não tem nada de mal
Nem de dia ou noite escura
São apenas o pessoal
Que formam o banco da censura
Quadras escritas nos anos 80 por mim, quando ainda era um gaiato . Lembranças de outros tempos. Para mim, dos tempos de ouro da minha mocidade.
Nas décadas de 70,80 e 90 , no chamado largo das camionetas, onde fizeram um poço que nunca foi poço, nem nunca será poço , pois dele nunca ninguém beberá jamais água nenhuma . Existia um conjunto de anciãos e de gente de todas as idades que aí se juntavam , para falar das vidas alheias. Daí o nome que lhe foi dado como o “ banco da censura”. Não quero mencionar nomes, pois todos eles me eram muito queridos, familiares e amigos conhecidos .
O supermercado era do Brissos Marquez e da Cidália Guerreiro. Ambos pessoas pela qual tenho um carinho muito especial . Também aí desse monte “Monte Camperos” se faziam gochinhos, (gauchinhos) uma tradição , de no meio da noite se gritar aos montes o que se passava na aldeia de novidade ou de maldade. Para os que ainda se lembram o que eram os Gochinos, se devem lembrar que aí se descobria muitos dos considerados segredos da aldeia.
Coisas de outros tempos.